Não espere mais que eu a aconselhe.
Faça o que já devia ter feito
há tempos e principalmente agora que cresci,
Não sentirei fisgada alguma em meu peito.
É melhor ficar sem a guarda paterna em meu leito
Do que ouvir e viver com vocês o desrespeito.
Eu não quero dar razão a nenhum dos dois,
Tampouco saber exlicações sobre os três.
Ela sabe o que levou a isso
E assim mesmo reincide toda vez.
Você sabe que não adianta conversar,
Ela se faz de louca, finge que não é com ela,
fala de coisas que não têm nada a ver,
Com isso eu sempre desisto.
Mas pra quê insistir em algo irracional?
Por quê esse esforço por algo perdido?
Em meu cemitério de lembranças
São poucas as vezes em que vocês funcionaram como esposa e marido.
"A poesia é a expressão da alma, a voz dela. Muitas almas são mudas, a minha tem voz fraca e... crises na garganta"
sábado, 3 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Suspiro da Cidade
Às vezes as luzes desta Teresina
Assombram
Vez por outra
Acalmam
Seus becos
vielas desajeitadas
autoestradas
Passarelas vazias
Seus pedestres
A tudo se observa
no fim de semana da cidade
Que nunca descansa
Por nunca levar a vida
em ritmo acelerado
Sempre macia
ora barulhenta
um pouco nostalgia
Teresina deixa para o fim do dia
suas luzes
E elas bastam
aos olhos
de quem se vê cerceado
pelos laços da cidade
Que o dirá
o senhor de cabelos bagunçados
roupas rasgadas
gestos desregulados
que por não habitar lugar certo
habita todo banco
toda calçada e canteiro
de Frei Serafim
toda porta de banco
pastelaria
bar
Lá se vai o rapaz correndo em busca do ônibus
que teima em passar sem pressa alguma
As praças convidam os corajosos
O centro ressoa uma cantiga instrumental
de pombo, pardal e bem-te-vis
E as poucas almas visíveis
transitam sem peleja
no vão sem fim de uma cidade antiga
ao mesmo estranho à cidade que noutros cantos
canta
alegrias efêmeras
que pausam em instantes
o sol 'quente' dos dias
Mas hoje não
É Domingo em Teresina
Eduardo de Andrade Machado
(@eduardomachado)
Autor:
Eduardo de A. Machado
| Reações: |
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Degradante

Eis que no picadeiro
Entra o circo da família
Com seu baixo calão grosseiro
Expelem as piores anomalias
Não é melhor dar um passeio?
São como animais no cativeiro
Onde o laço afetivo é irrelevante
Prole e cria se agridem o tempo inteiro
Que geração degradante!
Que tal morar num sanatório?
Se defendendo do parceiro?
Pode até apelar ao carcereiro
Que monta ali seu escritório
Não há lugar melhor que o lar (alheio)
Bom exercício de mediocridade
É externar o que há muito não existe
Temos soado como um desafinado falsete
Que geração degradante!
Não é fácil viver em reclusão
E fazer o tipo irreverente
Estar em casa não é como um jargão
De anúncio de refrigerante!
A quem me é próximo, gravei grande receio...
Afrodite
Eu nem ensaio recusa
Tua ordem dispensa palavra
És autêntica musa
Ainda mais bela quando brava!
Nunca sei bem o que fazer
Me contento em te admirar
Estar lá para quando quiser
Um ombro para repousar
Peço que acredite
Não é palpite
Em você reconheço
A deusa Afrodite!
O teu sorriso insiste
Em abrilhantar o meu presente
Eternizando o instante
Agraciando o descontente
Traz o paraíso ao abismo
E vida ao inóspito
É brandura e bálsamo
A revigorar o meu espírito
Do muito que tenho a oferecer
Fica a vontade de te proteger...
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