terça-feira, 14 de julho de 2009

Indubitável



Indubitável

O que fazer quando a cabeça só pensa com o coração?
E quando o coração quer confundir a cabeça?
Se ela descobre? E parece que gosta?
(risos)

Nesses casos há de se ver um horizonte
além do que se auto-limitou
é noutros ângulos que se acha a verdade...
E é na calma, no ouvir a respiração,
no prazer de um chocolate...

O importante é
não deixar fugir a doçura e a coragem
das coisas resolvidas pelo coração
(consequência)
Era uma vez...um final feliz

domingo, 12 de julho de 2009

HAIKAI AOS AMANTES SOLITÁRIOS

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiC68dFwGjbPYa83YHFxcxJ_XwmPuZigsZZzhgp5xSJiu_dXYKl60NA8-jWJLkcXZx66dl4D3uoYwq_5AdQRTr1Seal8U2sjJ0a0r-2XaKrHFCcfotTsGzbSndYtHKIjl8JAM2sOWRkuGQ0/s400/SOLIT%C3%81RIO+AMOR.bmp
Amamos
Amamos
Nos suicidamos...

Surdo-Mudo



















Tento falar de amor
Mais tudo que sei já foi dito
Tento falar da dor
Mais tudo que pensei já foi sentido
Tento falar
Mais de duas vezes já me fora renegada a voz
Tento.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

EXCLUÍDOS (POEMA AO PRONOME INDEFINIDO)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcNXCXv_bQ5rQrLPOf5o-ZkIE93NHQe2HaqAFGVVioob6C5GZZhZiDHfsX-N0DzJKFR-bOBUQKfKzCF566wh0dd1h8pGnW-zbiglTRhBkFxaRY11iptxS0Jf3bRQyX2x8Xw6vtVhv3iyM/s400/de+olho10-lhs-mendigo.jpg
Vestido em trapos e farrapos
Bêbado o tempo inteiro
Sem consciência, sem reputação a zelar
(Diabos de reputação!)
Sem ao menos um nome...

Onde nasceu?
Onde está a família?
(Inferno de mundo!)

Já não sente mais
Já quase nem pensa...
(Só por sobrevivência)

Pelo menos hoje
Ele se eterniza
Num reles poema
Que nem tem seu nome...

Mundo de excluídos
Mundo de excludentes
Mundo de farsantes
Mundo de porcos!
(Com todo respeito aos suínos...)

sábado, 20 de junho de 2009

Meu destino sacrificado

http://www.versosdamadrugada.blogger.com.br/mulher%20triste.jpg
Percorri a estrada do desespero,
procurando uma saída.
Fugi da sua esperança sacrificada
Sepultada no túmulo da salvação

Se tu tivesses um pouco de trevas
Estarias deitado em seus pesadelos?
Tão sóbrio meu amor!
Não, você nunca existiu!

Você me procurou a meia noite?
Estaria morta em sua cova...
Pálida como a lua que ilumina,
meu jardim sombrio, putreficado!

Não morras em vão!
Bata em seu imundo coração!
Sinta esta profunda oração
Castigada, morta e enterrada...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Onde estamos?

Não vejo mais as nuvens no céu
Não vejo mais as flores no campo
Toda a derrota se manisfesta e invade
Quanto ao tempo, este não há

Onde estão as viagens?
Onde está o lugar que ontem admirei?
Porque ninguém mais chora?
Vejo as sombras, vejo defuntos ambulantes

Há somente covas
Há somente pessoas
Inumanas e invisíveis
Há somente um inferno?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

POBRE PASSARINHO

(POEMA INFANTIL)

http://viverepensar.files.wordpress.com/2008/09/66534554_8d2625877c.jpg
Pobre passarinho
Tinha a liberdade
Hoje se empoleira
Atrás de uma grade

Pobre passarinho
Cortaram sua asa
Disseram que a jaula
Era sua casa

Pobre passarinho
Nem canta, tão triste
Não pode mais ver
Tudo que aqui existe

Pobre passarinho
Trancafiado está
Longe do seu mundo
Não pode voar...

Desgraçado homem
Prendeu o passarinho
Quem dera fosse ele
Ali preso e sozinho...

Mas saindo da rima
Saindo do ritmo
E da estrutura
Digo que este homem
Desgraçado homem
Por nunca ser livre
Prende os animais

Pobres passarinhos...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

De onde

vim de um lugar que desconheço.
vivo num lugar, finjo que o conheço.
em todas as esquinas adivinho um lar.
e em algumas pessoas procuro me abrigar,
pra ver se lembro, meu deus: vim de que lugar?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A CIDADE (Meu retrato de Jacinto)



As impressões que a cidade me deixa
Conseguem me impressionar até hoje
Mesmo que os dias sejam tão parecidos
Mesmo que a vida se estagne entediada
A cidade sempre tem um canto a se explorar

Uma rua, um bar, uma praça
Um amigo distante reencontrado
Um show de rock a terminar
Somente com o despertar do sol...

Sei bem que o campo tem os seus encantos
Sei que a cidade também é refúgio
Para solitários esquecidos
Porém às vezes este isolamento
Em meio a estas milhares de pessoas
Consegue me dar um estranho prazer

Ah... a cidade, a cidade
Com todas as mazelas e favelas
Com todas as donzelas e vielas
Encanta-me por vezes
Por outras me irrita
Mas sempre é a cidade...

Talvez eu seja um urbano irremediável.

APOÉTICO

http://1.bp.blogspot.com/_mfpZu_QQQ6o/STMKGUkOrII/AAAAAAAAB10/n_-xvP9rdwo/s400/leitura_6.jpg
Cansei-me de cantar o não-cantar
De versar o não-versar
Cansei de inexpressar-me nos meus versos
Como nestes que acabo de escrever

Desejo novamente os raios do sol
Dos quais tenho fugido neste tempo
Desejo novamente até o gosto da tristeza
Mais triste é ficar seco de palavras

Sinto-me um ser tão fraco
Ao pegar do papel e nada poder escrever
Logo eu que antes podia uma Odisséia
Hoje não consigo mais que um Haikai...