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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Amor Canino

Eu queria amar e/ou gostar de alguém
Como um cachorro gosta de seu dono
Ser fiel, amigo e original.
Amor assim não existe na totalidade entre humanos
Por mais que tentemos, nunca iremos
Conseguir nem ser parecidos com os canis.
Onde está a nossa sapiência?
Por que vevemos num mundo de aparências
E imersos em falsidades e importantes excelências.
Pobre ser humano, foi capaz de chagar a lua
Mas não consegue, sem sacrificio
Imitar um simples ser vivo canino.
"Vá, e grite ao mundo que você está certo".
Raul Seixas

Um Amor Felino

Amor falso, fingido e dissimulado
Este é o amor que o ser humano
Nutre pelo próximo e pela natureza
Visando somente ao seu bem-estar.
Artificialidade é a moda na atualidade
Falsidade não é mais exceção
É sim regra quase que geral,
mas afinal, o que aconteceu com as pessoas?
Assistimos a desumanização do humano
O homem perece ter perdido sua essência
Somos cada vez mais parecidos
Na frieza, indeferença, intolerância, na insensibilidade.
A amor ou gostar dos humanos hoje parece com o de um gato
Tão fingido, frágil, superficial e débil
Sentimento tão transgredido, esta-se a desvirtuar
Tudo aquilo em que um dia, nós mesmos acreditamos.
Todos nós, um dia na vida, já fomos românticos.
Marcos Patrício

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Poema do meu Sonho

Enquanto dormia me vieram em sonho dois versos
Misturados com outros pensementos dispersos
Eles fluiam levemente, quão lindos eles eram...
E fixo aqui, para a eternidade o que me disseram:
o que sonhei é só o que meu senso atesta
não me construí e nem me fiz, e sim nasci poeta.
Data: 22/02/2009.

Palavras no Papel


Aparentemente podem não ter significado
Para um leitor menos avisado.
Palavras no papel: é a expressão da alma
Criadora em plurissignificados.
Palavras, lutemos contra elas!?
Palavras, palavras tão somente?
Seus reflexos não sem limitam ao papel
Se expandem pelo azul do céu.
Palavra e poesia, impossível dissociá-las
Ao poetar cabe a nós regenerá-las
Palavras no papel, podem não significar nada
Ou ser a expressão da mais bela alvorada.
Palavras no papel, prosa ou poesia?
Que importa, se é a alegria
Que tece esta manhã de infindável calmaria
Onde uma força, de súbito, há de invandir-me o dia.
Data: 26/09/2008.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tenho que Escrever (Parte-II)

Tenho que escrever este poema triste
Que exprime com extidão a minha tristeza
Só você é meu porto seguro, que me viste
Chegar onde cheguei, que linda proeza.
Me sinto só mesmo quando estou acompanhado
Minhas angústias querem de súbito me atormentar
Dominando-me e me deixando acanhado
Para, então, a minha verdadeira face ocultar.
Queeste poema alivie este estio
Que este poema preencha este vazio
E que eu não me afogue nas águas dessse rio.
Eu escrevo diante da solidão
Tendo-a como anjo ou arcano, pois então
É ela quem mais maltrata e corrói o coração.

Escassez de Matéria-Prima

Me faltam palavras
Para escrever um belo poema.
Para expressar o lirismo como outrora.
Não seio que ocorreu comigo
nem me sinto mais poeta, às vezes.
não consigo mais versejar como antes
nem criar, nem imaginar.
me sinto meio triste
por aparentemente
não saber mais poetar.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Deriva no Mar da Vida

Assim me sinto, assim estou neste momento
Tudo parece estar no lugar, menos pra mim
Não tenho rumo, nem norte, pareçe um tormento
Que se instalou cá-dentro, sem ter um fim.

Tudo parece tão desvirtuado, não posso entender
Como cheguei aqui em plena luz do dia
Foi o vento que fez eu me perder
Não sei! Só quero é dar sentido a esta poesia.

Me sinto um barquinho perdido no mar
Me perdi, mas não sei se vou me encontrar
Pois então que somprem os ventos, quero navegar

Com rumo certo, em direção a austeridade....
Vencendo as tempestades com impar vitalidade
Para ancorar num porto seguro chamado felicidade.

Autor: Marcos Patrício Vieira. 02/11/2009.

Canção Desafinada

Não sei mais o que sinto
Não sei mais no que acredito
Neste torpe turbilhão de infortúnio.

Quero, mas não consigo ver o horizonte
As coisas parecem frias.....
É como se lhes faltasse a sua substância.

Este canto destoa do da maioria, do coro
Pareço sempre nadar contraa corrente
Meus olhos fatigados e sem choro
Assistem a minha austera tristeza.

Um vazio me completa
Permeado por uma dor exata
Levando-me por esse caminho
Trilhado por quem aprendeu a ser sozinho.

Que este canto desafinado
Ecoe,reverbere ás alturas
Nestes outubros de intenso calor
Só pra ver se alivia um pouco essa dor.