As pessoas me olham amarguradas
E eu as olho sem controle
As pessoas me dizem revoltadas
E eu as vejo em dois sabores
Os momentos que só passam
Deixam rastros sem passado.
E as coisas que vivem no mundo
Estão soltas em cima do muro.
A rua está mais larga
E o silencio penetra o vento
Os momentos só passam
Deixando rastros sem passado.
Nícolas.
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
sábado, 29 de setembro de 2012
Na Contramão no Maranhão
- Caminhos Distantes, caminho avante.
- Se no caso da estrada torta,
- uma garrafa de álcool e um pôr-do-sol elegante.
- Não vou chorar na areia, nem pisar na água límpida
- que surge na montanha.]
- Vou!
- ..............................
- Lembrando aos risos de sua linda dança.
- As texturas me colocarão acima, as pastagens, o clarão.
- O animal andarilho, vou adotar meu coração
- Pra toda vida. Que lambança.
- .............
- Quero uma fruta molhada, uma manga, uma goiaba
- Não deixarei a minh’alma abandonada.
- Mesmo que cada fim de dia uma lágrima surja desamparada.
- ...................................
Nícolas
domingo, 29 de julho de 2012
Brasil
Estou tranqüilo quanto a minha indecisão
Talvez eu não vá a sua bendita eleição.
A canção do país está caindo dos pedaços
O concreto amolecendo, mãe, e você em meus passos.
A Pátria-Mãe gosta do meu caminhado
Diz que filho seu já é a faisca de um homem feito
Já fez barba na ponta do pé.
Recém formado em Direito.
(Nícolas Marcoss)
(Nícolas Marcoss)
terça-feira, 10 de julho de 2012
Pedra, Terra, Vida.
Estou de partida para meu jejum
Onde o sol esteja saindo ou até caindo.
A partir do horizonte de lugar nenhum.
Para outra estrada barrenta, para uma infinda trilha
Trafegando seco no clarão do meio-dia.
Com a distancia no meu encalço
Na companhia do vento, na sombra da carroceria
Atravessando ileso a fronteira de um novo dia.
Aceito uma noite, por pura inocência
Me entrego à vida, me faço Homem.
Após algumas, ela já não tem mais nome
Desde a partida o sonho noite e dia
A chuva nunca veio, os tempos ainda infertéis
A comida dura na bacia.
(Nicolas Marcos)
Onde o sol esteja saindo ou até caindo.
A partir do horizonte de lugar nenhum.
Para outra estrada barrenta, para uma infinda trilha
Trafegando seco no clarão do meio-dia.
Com a distancia no meu encalço
Na companhia do vento, na sombra da carroceria
Atravessando ileso a fronteira de um novo dia.
Aceito uma noite, por pura inocência
Me entrego à vida, me faço Homem.
Após algumas, ela já não tem mais nome
Desde a partida o sonho noite e dia
A chuva nunca veio, os tempos ainda infertéis
A comida dura na bacia.
(Nicolas Marcos)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Um ser vivo está fadado a estar vivo, enquanto vivo.
Vivendo em abrigos, tossindo pro mundo e assoando seu destino.
Autor:
Nícolas
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Quem é você?
Parte de um plano secreto
amigo fiel de Jesus
eu fui escolhido por ele
para pregá-lo na cruz
Cristo morreu como um homem
um mártir da salvação
deixando para mim seu amigo
o sinal da traição.
(..)
Se eu não tivesse traído
morreria cercado de luz
e o mundo hoje então não teria
a marca sagrada da cruz
e para provar que me amava
pediu outro gesto de amor
pediu que o traísse com um beijo
que minha boca então marcou.
JUDAS ( RAUL SANTOS SEIXAS)
amigo fiel de Jesus
eu fui escolhido por ele
para pregá-lo na cruz
Cristo morreu como um homem
um mártir da salvação
deixando para mim seu amigo
o sinal da traição.
(..)
Se eu não tivesse traído
morreria cercado de luz
e o mundo hoje então não teria
a marca sagrada da cruz
e para provar que me amava
pediu outro gesto de amor
pediu que o traísse com um beijo
que minha boca então marcou.
JUDAS ( RAUL SANTOS SEIXAS)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
She's gone
A vida da vaquinha moreninha
No brejo esqueceu seus garrotes
Em seguida descansou ao som do silvo dos pássaros
A morte se distanciou daquele pátio.
No brejo esqueceu seus garrotes
Em seguida descansou ao som do silvo dos pássaros
A morte se distanciou daquele pátio.
Autor:
Nícolas
domingo, 14 de agosto de 2011
A Revolução Dos Espelhos
Quando o carro de trás não mais se aproximar
A batida no sinal, o caos na marginal.
Eles irão maquiar sua aparência, amigo.
O narciso em poucos dias morrerá.
Você sairá de casa aborrecido e feio.
De nada adiantará a arrumação do cabelo.
Os espelhos estarão livres e à vontade pra te enganar.
Tempos antigos, mito da taberna.
A mulher de cabelo em pé
O galã não mais galã.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Ultimamente a única coisa que tenho feito
É ouvir de muitos o que tenho que fazer.
Quando muito, faço sinal de positivo.
É ouvir de muitos o que tenho que fazer.
Quando muito, faço sinal de positivo.
terça-feira, 1 de março de 2011
Sessão da Tarde

Ontem a tarde chovia.
Eu largado no sofá às cinco.
Via uma chuva linda, dramática.
Reparava um ambiente frio, sem contrastes, castigado.
A toalha esquecida sobre a cadeira solitária, na área.
Esperava não sei o quê. Talvez um quê a mais.
Sabia do meu estado sonolento e ressacado.
Curti o momento sem ninguém por perto.
O relógio chegava perto das seis.
E mais chuva, mais benção.
O dia se tornou curto e previsível, pra não variar.
Era fácil encostar pra dormir.
Não havia claridade. A samambaia pendia para baixo e ganhava o seu dia.
Era uma visão muito tranquila para um dia normal.
Me vieram pensamentos sobre inspiração e ócio.
Tratei de salvar informações e fiquei quieto.
Voltei o olhar para a TV, involuntariamente, depois de um ruído.
Já era hora de tomar um banho congelante.
Acordar de vez, ou não.
Autor:
Nícolas
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O ar condicionado congelou
A chuva findou
E eu aqui mergulhado em biscoitos negros
e conhecendo a vida de um moleque.
Ei, você aí! Volte aqui
E me diga o que sente.
Amanhã saímos pra se divertir.
A lua não vi
Nem as estrelas contei.
Só resta agora ouvir o que a noite deseja.
Hey, you
Don't tell me there's no hope at all.
Minta o quanto puder
Sirva os seus convidados especias;
A chuva findou
E eu aqui mergulhado em biscoitos negros
e conhecendo a vida de um moleque.
Ei, você aí! Volte aqui
E me diga o que sente.
Amanhã saímos pra se divertir.
A lua não vi
Nem as estrelas contei.
Só resta agora ouvir o que a noite deseja.
Hey, you
Don't tell me there's no hope at all.
Minta o quanto puder
Sirva os seus convidados especias;
sábado, 22 de janeiro de 2011
Marcianita
É duro alugar uma pedra pra falar de dureza.
É a burrice mais ajuizada que existe.
É duro manter de pé o pontiagudo sem o sofrimento da superfície mais frágil.
É dolorido, lastimável, sufocante..
Nícolas Marcos
Autor:
Nícolas
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Parece um elefante franzino e sem tromba.
Parece um hipopótamo desdentado.
Parece uma barba feita de aço;
Juro que vi uma luz acesa.
Parece um tamanduá errado.
Parece com aquilo que um dia imaginei ser legal.
Prometo que sem comida, eu nunca mais deixarei um animal.
A visão que tenho parece ser de um zoológico sem árvores.
As árvores estão ausentes assim como as jaulas estão abertas.
Os macacos selvagens viram que era inútil tentar voar.
Assim, preferiram de galho em galho saltar.
E bananas aquáticas eu vi boiar.
É culpa do mamífero que vi sem teto.
Ele tinha sete pernas e uma era rosa.
Tudo que eu olhava parecia estar livre.
Um dia, sóbrio, conseguirei entender
Todos os meus devaneios
E mais aquilo que deixei de ouvir por completo.
Parece um hipopótamo desdentado.
Parece uma barba feita de aço;
Juro que vi uma luz acesa.
Parece um tamanduá errado.
Parece com aquilo que um dia imaginei ser legal.
Prometo que sem comida, eu nunca mais deixarei um animal.
A visão que tenho parece ser de um zoológico sem árvores.
As árvores estão ausentes assim como as jaulas estão abertas.
Os macacos selvagens viram que era inútil tentar voar.
Assim, preferiram de galho em galho saltar.
E bananas aquáticas eu vi boiar.
É culpa do mamífero que vi sem teto.
Ele tinha sete pernas e uma era rosa.
Tudo que eu olhava parecia estar livre.
Um dia, sóbrio, conseguirei entender
Todos os meus devaneios
E mais aquilo que deixei de ouvir por completo.
Autor:
Nícolas
A última vez
Eu vou arremessar as cordas e afundar-te.
Irei até o fundo e com um ferro pontiagudo e inexorável
Rasgarei tuas entranhas fétidas e embaraçadas.
Arrebatarei o brilho da tua pele e cortarei tua face.
Mostra-me tua alma imunda e percorre a selva a qual pertence.
Vá e enfrente os seus sonhos e viva seus pesadelos.
Só assim saberás quanto amargo é teu pesar.
Nunca te perdoarei, nunca.
Autor:
Nícolas
terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O ser soberbo cospe no mar que lava sua aspereza.
O ser magnífico acha injusto quando é expurgado.
Depois de um dia de praia exaustivo
O mar é apenas uma piscina barulhenta
Majestosa e para vida inteira.
Autor:
Nícolas
Anos Dourados
Se eu voltasse aos dez anos de idade
Todos me invejariam e me expulsariam de suas vidas.
Eu enlouqueceria sem descobrir o cume do móvel antigo.
Abriria todas as portas que encontrasse e gritaria eufórico.
Acordaria vizinhos e monstros do armário.
Isso é certo.
Todos me invejariam e me expulsariam de suas vidas.
Eu enlouqueceria sem descobrir o cume do móvel antigo.
Abriria todas as portas que encontrasse e gritaria eufórico.
Acordaria vizinhos e monstros do armário.
Isso é certo.
Autor:
Nícolas
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Dormirei no mudo.
Descansarei o quanto puder, pois o amanhã é um velho dia desconhecido.
Acordarei com as trombetas soando ao lado.
E voltarei pro meu dia de rei.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Dona Zilá, olhe quem está em seu jardim.
É o senhor das flores.
Ele entrega rosas para quem lhe abre um sorriso.
Que sorriso belo, Dona Zilá.
Receba minha flores.
Ande,deixe de dengo, venha cá.
Sou homem de bem, Dona.
Ando por entre os quintais.
Deixo agrados a quem me apraz.
A mulher vivida guardou seu presente.
Tardes voaram e noites se foram uma a uma.
É o senhor das flores.
Ele entrega rosas para quem lhe abre um sorriso.
Que sorriso belo, Dona Zilá.
Receba minha flores.
Ande,deixe de dengo, venha cá.
Sou homem de bem, Dona.
Ando por entre os quintais.
Deixo agrados a quem me apraz.
A mulher vivida guardou seu presente.
Tardes voaram e noites se foram uma a uma.
Zilá, continuou a esperar.
Nícolas
Nícolas
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A encoberta
Olhei para o céu e só vi ventos escuros.
Por que ela não estava ali
Velando meus passos e fomentando tropeços?
Senti-me no mar aberto e fechado,
Cercado por predadores selvagens
E pela minha consciência barulhenta,
Com apenas os membros e a coragem a me acompanhar.
Nuvens amigas, não a prendam dessa forma.
Não queiram ver transeuntes desorientados.
Na noite acesa, ela é a rainha
E minha amante.
Por que ela não estava ali
Velando meus passos e fomentando tropeços?
Senti-me no mar aberto e fechado,
Cercado por predadores selvagens
E pela minha consciência barulhenta,
Com apenas os membros e a coragem a me acompanhar.
Nuvens amigas, não a prendam dessa forma.
Não queiram ver transeuntes desorientados.
Na noite acesa, ela é a rainha
E minha amante.
Autor:
Nícolas
segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sou só abraços teus.
Mesmo ancorado,
Mergulho em passados
E retalho passos meus.
Mereço eu entrar em seu jardim de amores,
Onde nascem as rosas e vagueiam temores?
Tantas com inesperado fim
Com papéis amarelos e virados
Sempre procurei cuidar de mim.
Tanta coisa em comum
Não é precipitado predizer.
Agora é pra valer.
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