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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Maravilha de Vida

As pessoas me olham amarguradas
E eu as olho sem controle
As pessoas me dizem revoltadas
E eu as vejo em dois sabores

Os momentos que só passam
Deixam rastros sem passado.
E as coisas que vivem no mundo
Estão soltas em cima do muro.

A rua está mais larga
E o silencio penetra o vento
Os momentos só passam 
Deixando rastros sem passado.

Nícolas.

sábado, 29 de setembro de 2012

Na Contramão no Maranhão


  1. Caminhos Distantes, caminho avante.
  2. Se no caso da estrada torta,
  3. uma garrafa de álcool e um pôr-do-sol  elegante.
  4. Não vou chorar na areia, nem pisar na água límpida
  5.  que surge na montanha.]
  6. Vou!
  7.  ..............................
  8.  Lembrando aos risos de sua linda dança.
  9. As texturas me colocarão acima, as pastagens, o clarão.
  10. O animal andarilho, vou adotar meu coração
  11. Pra toda vida. Que lambança.
  12.  .............
  13. Quero uma fruta molhada, uma manga, uma goiaba
  14. Não deixarei a minh’alma abandonada.
  15. Mesmo que cada fim de dia uma lágrima surja desamparada.
  16.  ...................................


  17. Nícolas

domingo, 29 de julho de 2012

Brasil

Estou tranqüilo quanto a minha indecisão Talvez eu não vá a sua bendita eleição. A canção do país está caindo dos pedaços O concreto amolecendo, mãe, e você em meus passos. A Pátria-Mãe gosta do meu caminhado Diz que filho seu já é a faisca de um homem feito Já fez barba na ponta do pé. Recém formado em Direito.

(Nícolas Marcoss)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pedra, Terra, Vida.

Estou de partida para meu jejum
Onde o sol esteja saindo ou até caindo.
A partir do horizonte de lugar nenhum.

Para outra estrada barrenta, para uma infinda trilha
Trafegando seco no clarão do meio-dia.

Com a distancia no meu encalço
Na companhia do vento, na sombra da carroceria
Atravessando ileso a fronteira de um novo dia.

Aceito uma noite, por pura inocência
Me entrego à vida, me faço Homem.
Após algumas, ela já não tem mais nome

Desde a partida o sonho noite e dia
A chuva nunca veio, os tempos ainda infertéis
A comida dura na bacia.


(Nicolas Marcos)



quinta-feira, 27 de outubro de 2011





Um ser vivo está fadado a estar vivo, enquanto vivo. 


Vivendo em abrigos, tossindo pro mundo e assoando seu destino. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quem é você?

Parte de um plano secreto
amigo fiel de Jesus
eu fui escolhido por ele
para pregá-lo na cruz
Cristo morreu como um homem
um mártir da salvação
deixando para mim seu amigo
o sinal da traição.

(..)

Se eu não tivesse traído
morreria cercado de luz
e o mundo hoje então não teria
a marca sagrada da cruz
e para provar que me amava
pediu outro gesto de amor
pediu que o traísse com um beijo
que minha boca então marcou.






JUDAS    ( RAUL SANTOS SEIXAS)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

She's gone

A vida da vaquinha moreninha

No brejo esqueceu seus garrotes

Em seguida descansou ao som do silvo dos pássaros

A morte se distanciou daquele pátio.

domingo, 14 de agosto de 2011



A Revolução Dos Espelhos

Quando o carro de trás não mais se aproximar
A batida no sinal, o caos na marginal.
Eles irão maquiar sua aparência, amigo.
O narciso em poucos dias morrerá.
Você sairá de casa aborrecido e feio.
                                                    
De nada adiantará a arrumação do cabelo.
Os espelhos estarão livres e à vontade pra te enganar.
Tempos antigos, mito da taberna.
A mulher de cabelo em pé
O galã não mais galã.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ultimamente a única coisa que tenho feito 
É ouvir de muitos o que tenho que fazer. 
Quando muito, faço sinal de positivo.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sessão da Tarde


Ontem a tarde chovia.
Eu largado no sofá às cinco.
Via uma chuva linda, dramática.
Reparava um ambiente frio, sem contrastes, castigado.
A toalha esquecida sobre a cadeira solitária, na área.

Esperava não sei o quê. Talvez um quê a mais.
Sabia do meu estado sonolento e ressacado.
Curti o momento sem ninguém por perto.
O relógio chegava perto das seis.

E mais chuva, mais benção.
O dia se tornou curto e previsível, pra não variar.
Era fácil encostar pra dormir.
Não havia claridade. A samambaia pendia para baixo e ganhava o seu dia.
Era uma visão muito tranquila para um dia normal.

Me vieram pensamentos sobre inspiração e ócio.
Tratei de salvar informações e fiquei quieto.
Voltei o olhar para a TV, involuntariamente, depois de um ruído.
Já era hora de tomar um banho congelante.
Acordar de vez, ou não.



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O ar condicionado congelou
A chuva findou
E eu aqui mergulhado em biscoitos negros
e conhecendo a vida de um moleque.

Ei, você aí! Volte aqui
E me diga o que sente.
Amanhã saímos pra se divertir.

A lua não vi
Nem as estrelas contei.
Só resta agora ouvir o que a noite deseja.

Hey, you
Don't tell me there's no hope at all.
Minta o quanto puder
Sirva os seus convidados especias;

sábado, 22 de janeiro de 2011

Marcianita

É duro alugar uma pedra pra falar de dureza.
É a burrice mais ajuizada que existe.

É duro manter de pé o pontiagudo sem o sofrimento da superfície mais frágil.
É dolorido, lastimável, sufocante..


Nícolas Marcos



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Parece um elefante franzino e sem tromba.
Parece um hipopótamo desdentado.
Parece uma barba feita de aço;
Juro que vi uma luz acesa.

Parece um tamanduá errado.
Parece com aquilo que um dia imaginei ser legal.
Prometo que sem comida, eu nunca mais deixarei um animal.

A visão que tenho parece ser de um zoológico sem árvores.
As árvores estão ausentes assim como as jaulas estão abertas.

Os macacos selvagens viram que era inútil tentar voar.
Assim, preferiram de galho em galho saltar.
E bananas aquáticas eu vi boiar.

É culpa do mamífero que vi sem teto.
Ele tinha sete pernas e uma era rosa.
Tudo que eu olhava parecia estar livre.
Um dia, sóbrio, conseguirei entender
Todos os meus devaneios
E mais aquilo que deixei de ouvir por completo.

A última vez

Eu vou arremessar as cordas e afundar-te.
Irei até o fundo e com um ferro pontiagudo e inexorável
Rasgarei tuas entranhas fétidas e embaraçadas.
Arrebatarei o brilho da tua pele e cortarei tua face.
Mostra-me tua alma imunda e percorre a selva a qual pertence.
Vá e enfrente os seus sonhos e viva seus pesadelos.
Só assim saberás quanto amargo é teu pesar.
Nunca te perdoarei, nunca.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


O ser soberbo cospe no mar que lava sua aspereza.
O ser magnífico acha injusto quando é expurgado.

Depois de um dia de praia exaustivo
O mar é apenas uma piscina barulhenta
Majestosa e para vida inteira.

Anos Dourados

Se eu voltasse aos dez anos de idade
Todos me invejariam e me expulsariam de suas vidas.
Eu enlouqueceria sem descobrir o cume do móvel antigo.
Abriria todas as portas que encontrasse e gritaria eufórico.
Acordaria vizinhos e monstros do armário.
Isso é certo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dormirei no mudo.
Descansarei o quanto puder, pois o amanhã é um velho dia desconhecido.
Acordarei com as trombetas soando ao lado.
E voltarei pro meu dia de rei.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dona Zilá, olhe quem está em seu jardim.
É o senhor das flores.
Ele entrega rosas para quem lhe abre um sorriso.

Que sorriso belo, Dona Zilá.
Receba minha flores.
Ande,deixe de dengo, venha cá.

Sou homem de bem, Dona.
Ando por entre os quintais.
Deixo agrados a quem me apraz.

A mulher vivida guardou seu presente.
Tardes voaram e noites se foram uma a uma.
Zilá, continuou a esperar.


Nícolas




terça-feira, 5 de outubro de 2010

A encoberta

Olhei para o céu e só vi ventos escuros.
Por que ela não estava ali
Velando meus passos e fomentando tropeços?

Senti-me no mar aberto e fechado,
Cercado por predadores selvagens
E pela minha consciência barulhenta,
Com apenas os membros e a coragem a me acompanhar.

Nuvens amigas, não a prendam dessa forma.
Não queiram ver transeuntes desorientados.
Na noite acesa, ela é a rainha
E minha amante.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010


Sou só abraços teus.
Mesmo ancorado,
Mergulho em passados
E retalho passos meus.
Mereço eu entrar em seu jardim de amores,
Onde nascem as rosas e vagueiam temores?
Tantas com inesperado fim
Com papéis amarelos e virados
Sempre procurei cuidar de mim.
Tanta coisa em comum
Não é precipitado predizer.
Agora é pra valer.