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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

From sunset to sunrise



Não mais que borrões, os dois passam velozes, iluminados por um sol intenso, mesmo encoberto por grossas nuvens. Gotas sob seus corpos refletem o brilho azulado das manhãs. Entre ofegantes sorrisos ele a ergue no ar, ata as mãos em sua cintura. Rodopiam. Seus cabelos dançam com o vento. Girassol.

Sentam-se à sombra de uma pedra úmida. Debruçados, observam uma nuvem negra caminhar no horizonte. Ela trará chuva e escuridão. Frio e mil trovões cortarão o ar - tudo tão ciclicamente necessário à vida dos verdes dias. Erguem-se com preguiça e pensam em talvez voltar para casa.

prosa poética de Natanael Alencar, quase um free-lancer por aqui

sábado, 10 de julho de 2010

Super Nova

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIieqGsRla8CQcnM5FGnUN5qyj-oLwmqSL7s_sQ0ZjiEuPD0MZ9VaVGhDi7_JKEEed_ESEiUgFBplcOK9u5t9BrIOEC5ZPXWK4KSTfGfyFvM6SC5dakekeA1zqCAlhEsyJiCXuAoOvhM8/s1600/photoby_Brian_Kenny_target_spaceface_radio-kid.jpg
Que o universo nos acolha por inteiro, gentil. Nossos sentimentos compactados. Sobrepostos. Apertados. Os transparentes e os reprimidos, todos cabem. Eles se fundem, porque miscíveis em sangue. Se confundem, indistinguíveis. Se comprimem, cedendo à gravidade. Então, densificam, começam a pesar, sob enorme pressão. Poeira de estrela, explodimos em colapso.

prosa poética de Natanael Alencar, visitante e possível colaborador da academia.