O mundo é vazio
Expresso-me vazio
Sou vazio?
Cheio de vazio
Desvario...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
ARTE
ISTO É QUASE UM MANIFESTO, MAS NÃO ESTÁ BEM ESCRITO

A arte já não é mais arte
E isto me deixa deveras triste
Em todos os dias sou ofendido
Por músicas ridículas
Por efêmeros artistas
Artistas?
Ofendido e atacado
O mau gosto é meu
E fico cá no meu canto
No meu pobre canto
Alienados são surdos...
Maldito país de ignorantes!
Maldito país de poucos leitores
De falsos cantores, pífios compositores
Não todos, é óbvio.
Porém o lixo cultural aumenta
E eu talvez nada possa fazer
Dizem que o rock 'n roll é para loucos
(Tenho direito a ser e orgulho de ser)
Dizem que Chico morreu...
Porém enquanto houver lúcidas mentes
Enquanto houver a real liberdade
(Se é que ela realmente existe)
A Arte resistirá
Enquanto houver quem lute
Contra o pão-e-circo
A Arte resistirá.
A arte já não é mais arte
E isto me deixa deveras triste
Em todos os dias sou ofendido
Por músicas ridículas
Por efêmeros artistas
Artistas?
Ofendido e atacado
O mau gosto é meu
E fico cá no meu canto
No meu pobre canto
Alienados são surdos...
Maldito país de ignorantes!
Maldito país de poucos leitores
De falsos cantores, pífios compositores
Não todos, é óbvio.
Porém o lixo cultural aumenta
E eu talvez nada possa fazer
Dizem que o rock 'n roll é para loucos
(Tenho direito a ser e orgulho de ser)
Dizem que Chico morreu...
Porém enquanto houver lúcidas mentes
Enquanto houver a real liberdade
(Se é que ela realmente existe)
A Arte resistirá
Enquanto houver quem lute
Contra o pão-e-circo
A Arte resistirá.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
POETA VAZIO
Versos da madrugada
Versos que vem e vão
Versos... e mais nada
Reina a solidão
Mas a solidão...
Coisa rotineira
Só um poeta vão
Repete esta asneira
Onde está o amor?
Onde está a ilusão?
Meu mundo está podre
Pouco me restou...
Só letras vazias
Expressando.. o quê?
Poesias vazias
Poeta vazio.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
TEMPO II
O homem que ontem fui não bebia
O homem que hoje sou estava bêbado
O homem que ontem fui era feliz (ou quase)
O homem que hoje sou é nostálgico...
O homem que ontem fui não escrevia
O homem que hoje sou escreve torto
O homem que ontem fui, amou
O homem que hoje sou ainda ama
E o homem que serei talvez seja amado...
O homem que ontem fui era mar
O homem que hoje sou é ribeirinho
O homem que ontem fui nada sabia
O homem que hoje sou... sabe menos
Porém eu nada sou, apenas estou
E mudo a cada palavra escrita.
DEVANEIOS
A noite percorro vagando louco
Nas reviravoltas do pensamento
E até agora não estou com sono
Reflito, pondero, errado ou certo?
Talvez não caiba a mim o julgamento
Mas a quem diabos poderia caber?
Vida confusa e errônea, perturbada
Altíssimas frequências cerebrais
Na hora em que reinaria o descanso
Poesias sempre aparecem e somem
Reflexões valiosas, depois fúteis
Incrível a inconstância das idéias
Irremediáveis devaneios tortos...
sexta-feira, 20 de março de 2009
DESCARTÁVEL

Peguei do lápis, mas nada escrevi
Pois meus sentimentos confusos
E estes pequenos atritos
Perturbam-me sempre.
Começo a estranhar as pessoas
Parecem-me sujas...
E todas estas mentiras
Também me perturbam.
Desejo sair...
Sair do mundo!
Mundo este, que engana
E me trata feito lixo
Descartável...
Eu ou o mundo?
REFLEXÕES
A ingenuidade nos poderia salvar
Dos ingênuos é o reino dos céus!
E vejo-te falar tanto em esperteza
Em mentiras, jogos, malandragens
Nada disso me interessa!
Todos enganando todos
Este é o fim único!
Ah! Que mundo triste e decadente...
Nem falo mais de amor
Que este é esquecido por todos.
Tudo cai por terra...
Ah! Mas que tolice!
O que diabos é mesmo esta salvação
Que vi há instantes na ingenuidade?
Como seria o mundo salvo?
Ninguém o sabe...
Passada a reflexão a vida segue
Com todos os jogos e mentiras
Com todas as falácias inúteis
E eu tentarei ser menos triste...
sexta-feira, 13 de março de 2009
NÓS DA FÉ IV

Como se não bastasse a salvação
Deus agora me dá riqueza e luxo
Um carro importado e uma mansão
Bastanto que O aceite em meu coração
E contribua na arrecadação...
NOTURNO

Vejo a cidade a morrer lentamente
Os poucos carros cortam o silêncio
Eu apenas contemplo a calmaria
Sem restos de tristeza ou alegria.
( ), NOSTALGIA

Onde estarás, amor meu?
Se é que ainda és meu amor
Se é que algo ainda restou
Do que a gente nem viveu...
Cantar-te ainda em meus versos?
Ah! Isto já não mais faço...
Já não mais erro meu passo
Sei que nunca serás minha
Amor, amor, não há como esquecer
Mesmo que nunca tenhas me amado
Lembrarei de ti até o último dia
Mesmo que uma vez só a cada verão
Enquanto isso estarás com tua vida
Feliz? Não sei, nem estarás comigo
Não lembrarás de mim uma só vez
E tudo isto já nem me dói tanto...
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