As pessoas me olham amarguradas
E eu as olho sem controle
As pessoas me dizem revoltadas
E eu as vejo em dois sabores
Os momentos que só passam
Deixam rastros sem passado.
E as coisas que vivem no mundo
Estão soltas em cima do muro.
A rua está mais larga
E o silencio penetra o vento
Os momentos só passam
Deixando rastros sem passado.
Nícolas.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Entre! Saudade
Uma cidade exuberante, linda
entre a capital e a grande Parnaíba
entre o Ceará e o Maranhão
entre o caldeirão e as serras
entre...
Pode entrar,
este lugar, Minha terra
donde
todos os sorrisos
vieram morar
também fiz morada
eternizada pela saudade.
entre a capital e a grande Parnaíba
entre o Ceará e o Maranhão
entre o caldeirão e as serras
entre...
Pode entrar,
este lugar, Minha terra
donde
todos os sorrisos
vieram morar
também fiz morada
eternizada pela saudade.
Sejam Bem Vindos a Mim
Vivia querendo alguém no Piauí para eu me espelhar,
Mas conhecidos nacionalmente só temos Stefhany e Frank Aguiar.
Tem o Assis Brasil que é bom, mas não é tão popular.
Há também Torquato Neto, mas esse é tão manjado, batido, desgastado,
Que eu nem prefiro comentar.
Então eu vou ser eu mesmo, foda-se essa porra toda,
E vamos ver no que vai dar.
Mas conhecidos nacionalmente só temos Stefhany e Frank Aguiar.
Tem o Assis Brasil que é bom, mas não é tão popular.
Há também Torquato Neto, mas esse é tão manjado, batido, desgastado,
Que eu nem prefiro comentar.
Então eu vou ser eu mesmo, foda-se essa porra toda,
E vamos ver no que vai dar.
Inusitado
Foi como eles conversaram
Namora comigo? Não.
Não? Como asSIM não?
Não, não e não.
Namora comigo, então!
Tudo bem, vou pensar. Amanhã dou a resposta!
E amanhã a resposta foi a menor, melhor e mais forte...
Sim!
Namora comigo? Não.
Não? Como asSIM não?
Não, não e não.
Namora comigo, então!
Tudo bem, vou pensar. Amanhã dou a resposta!
E amanhã a resposta foi a menor, melhor e mais forte...
Sim!
{Carol Sousa}
Autor:
Carol Moreno
Verbo
Minha garganta arranha-se em verbos
Destilando todas as utopias que a alma cria.
Os gritos perdem-se em gramática,
As palavras sussurram meio tímidas as vontades.
Parece que conjugo sentimentos de vapor.
Algo que não toco, mas que paira entre os dedos.
Desloco-me centímetros no tempo
Só pra sentir se é algo que dura.
Pelo menos, tempo suficiente até cortar-me em ecos.
As minhas veias se entopem de migalhas...
Um pão que foi sendo espalhado para desenhar o caminho.
Cada migalha como um verso bem escrito.
Cada verso com um terço de meu suor.
Cada gota,
Com o gosto amargo de uma vida.
(Halifas Quaresma)
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Mudanças'
Sabe o que me cansa? É olhar sempre com os mesmos olhos a vida e as pessoas. Isso me cansa da mesma forma que me cansa se eu ver as mesmas imagens o tempo inteiro.
Que mude a ordem, a posição, o alinhamento, a cor, o produto.
Cansa-me usar o mesmo perfume, ter os mesmos pensamentos e costumes, o mesmo falar, caminhar e agir; da mesma forma que me cansa as paredes sem cor.
Que mude a forma, o som, o padrão e o odor.
Sabe o que me cansa? É tomar sempre o mesmo caminho, o mesmo susto, o mesmo suco. Isso me cansa da mesma forma que me cansa se eu tomar por ordem as mesmas regras o tempo inteiro.
Que mude a vertente, a lei, a linhagem e o sabor.
Que mude o filme, o personagem, o ator.
Que mude a cadeira e o sentar.
Que mude o agir e o falar.
Que mude o mundo que muda eu!
Por: Haia Saer'.
Que mude a ordem, a posição, o alinhamento, a cor, o produto.
Cansa-me usar o mesmo perfume, ter os mesmos pensamentos e costumes, o mesmo falar, caminhar e agir; da mesma forma que me cansa as paredes sem cor.
Que mude a forma, o som, o padrão e o odor.
Sabe o que me cansa? É tomar sempre o mesmo caminho, o mesmo susto, o mesmo suco. Isso me cansa da mesma forma que me cansa se eu tomar por ordem as mesmas regras o tempo inteiro.
Que mude a vertente, a lei, a linhagem e o sabor.
Que mude o filme, o personagem, o ator.
Que mude a cadeira e o sentar.
Que mude o agir e o falar.
Que mude o mundo que muda eu!
Por: Haia Saer'.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Porta Da Rua
Se
engasga no orgulho
Pra
no fim rastejar por piedade
Sustenta
o absurdo
Por
uma sobrevida sem dignidade
A
saída é pelos fundos
E
antes limpe esses pés imundos
A
porta da rua é serventia
Saia
sem fazer gritaria
Drama
só trás antipatia
Leve
daqui suas teorias
E
não ouse mais voltar...
Foi
ignorando avisos
Por
instinto ou ansiedade
Caiu
no primeiro abalo
Pela
crença em beijos sem verdade
Agora
a passagem é só de ida
É
tempo de recaída
A
porta da rua é serventia
É
um truque sem magia
Terá
a sombra como guia
Guarde
o que confidencia
E
procure outro lugar...
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Em Minha Vida

Sei que você ainda guarda carinho
Por pessoas com quem desfrutou o mesmo caminho...
Alguns marcam, outros perecem
Alguns tem mesmo quando não merecem
Todo mundo busca o seu momento
Alguns mais desesperados, outros desatentos...
Vou registrar o meu intento...
Em minha vida
Eu procuro você
O que sei sobre essas memórias?
Que mesmo cravejadas em afetos
No fim serão só Histórias
Passagens deixadas aos netos
O amor que nos põe a prova
É uma proposta que se renova
E isso não é da boca pra fora
Em minha vida
Eu só penso em você
Entre o que se vai e o que permanece
Te dou a esperança redobrada do novo
É você que no fim resplandece...
Em minha vida
Eu preciso de você
domingo, 6 de outubro de 2013
Canção de amor e tristeza
Quer mas não sai do lugar
Disfarça e procura a quem culpar
Versado na arte de se sabotar
Amarga perder no ato de ganhar...
Ficar na página a virar
Sair pra não poder voltar
Acertar e fracassar
Na memória incomodar
Pra no fim sumir nas cinzas a apagar...
Até diz que não vai se equivocar
Mas em teus planos vai se sufocar
O medo irá te salvaguardar
E nas sombras vai se aninhar
Do castigo vai desdenhar
E de si mesmo vai zombar
Animar e se frustrar
louvar e lastimar
Pra no fim ter mais um fardo pra arrastar...
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Póstumas Lembranças do Bonde das Três.
Perdi o bonde. Vi a bola passar, o menino correr, e o sol deslumbrar a banda a tocar.
Perdi o bonde. Vi a menina crescer, sua beleza obstinar, e o coração entristecer.
Perdi o bonde. Vi a construção da casa, um jardim sem rosas, e um anjo sem asa.
Perdi o bonde. Vi a criança nascer, a chuva cair, a certeza expandir, e a fé entoar.
Perdi o bonde. Perdi o chá, a visita das três e o ensejo do lar.
Perdi o bonde. Vi o campeão gritar, a vida aplaudir e o perdedor chorar.
Perdi o bonde. Vi as ondas do mar, a barraca se abrir, os castelos na areia e um pequeno a rir.
Perdi o bonde. Vi a briga no quintal, a roupa no varal, e a poeira do beiral.
Perdi o bonde. Vi a cesta de doces e o café quente, vi bichos, vi poetas, lutas e gente.
Perdi o bonde. Perdi o ar, perdi o medo e o cartear.
Perdi o bonde. Vi a hora passar, o banco abrir, e o dinheiro comprar.
Perdi o bonde. Vi o prédio mais alto, a tristeza intermitente, um pulo, um salto.
Perdi o bonde. Vi o remédio curar, uma estrela brilhar, e uma carta chegar.
Perdi o bonde. Vi a mesa já pronta, vi a luz a apagar, vi a vela acender a hora do jantar.
Perdi o bonde. Perdi o tempo, perdi o relógio e a noite a chegar.
Perdi o bonde. Não pude esperar. Vi a vida passar, às três da tarde num dia qualquer, às três da tarde no bonde milenar.
Haia Saer’.
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