Não sei mais o que sinto
Não sei mais no que acredito
Neste torpe turbilhão de infortúnio.
Quero, mas não consigo ver o horizonte
As coisas parecem frias.....
É como se lhes faltasse a sua substância.
Este canto destoa do da maioria, do coro
Pareço sempre nadar contraa corrente
Meus olhos fatigados e sem choro
Assistem a minha austera tristeza.
Um vazio me completa
Permeado por uma dor exata
Levando-me por esse caminho
Trilhado por quem aprendeu a ser sozinho.
Que este canto desafinado
Ecoe,reverbere ás alturas
Nestes outubros de intenso calor
Só pra ver se alivia um pouco essa dor.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Flor da minha memória

Vou molhar aquele pedaço de papel
Onde escrevi tanto sobre ti
Com aquela caneta vermelha
Pra borrar e parecer uma pétala de flor
Pra poder apagar da minha memória,
O meu amor.
Onde escrevi tanto sobre ti
Com aquela caneta vermelha
Pra borrar e parecer uma pétala de flor
Pra poder apagar da minha memória,
O meu amor.
Cadê a pedra? (ai meu dedão)

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
Eu a chutei
nunca me esquecerei
porque aquela porra
era uma pedra
No meio do caminho TINHA uma pedra.
(um singelo fim para a pedra de Carlos Drummond de Andrade)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Meu único segundo

Quando eu fecho os olhos
Eu lembro de cada segundo
Que você foi meu
Só meu e de mais ninguém
Eu ignoro qualquer possibilidade
De você está pensando
Em outro alguém
Esses pensamentos são meus
E faço deles o que eu quiser
E você foi meu
Só meu e de mais ninguém
Nem que tenha sido por um único segundo.
Eu lembro de cada segundo
Que você foi meu
Só meu e de mais ninguém
Eu ignoro qualquer possibilidade
De você está pensando
Em outro alguém
Esses pensamentos são meus
E faço deles o que eu quiser
E você foi meu
Só meu e de mais ninguém
Nem que tenha sido por um único segundo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Nada

Cansaço de caminhar rumo ao nada.
Sempre era assim.
E o cansaço não era fraqueza do corpo.
Era fraqueza que vinha de dentro de não sei de onde, bem dentro.
Dentro do mais profundo poço da alma.
No começo embevecia-se. Num misto de êxtase e euforia.
E depois.
Depois vinha a parte ruim.
Percebia o imperceptivel.
Mas agora era o obvio. Tão obvio.
Cansaço de caminhar rumo ao nada.
De querer encontrar um sorriso que pudesse contar em suas alegrias.
Um corpo que transmitisse ao seu, um mínimo de calor nos dias frios.
Mãos que tocassem o seu rosto em meio as incalculáveis tristezas.
Palavras alegres.
Palavras tristes.
Palavras bobas.
Palavras apimentadas.
Nada disso era possível por completo.
Cansaço de caminhar rumo ao nada.
E agora.
Agora que a certeza já invadira porta adentro
Nada de predispor-se.
Não mais.
Nada de êxtase
Nada de euforia.
Agora apenas o nada vestido de alguma coisa boa que finja trazer uma felicidade traiçoeira.
Agora apenas o nada.
Fernanda Paz
Meu blog: http://www.libelulapaz.blogspot.com/
CICLO VICIOSO
EU AMO O DINHEIRO
QUE AMA A MISÉRIA
QUE AMA OS HOMENS
QUE AMAM O DINHEIRO
QUE AMA A MISÉRIA
QUE AMA OS HOMENS.
MEU SONHO VAI PAGANDO MINHA ARTE.
ANTÔNIO A GENTE VÊ EM TODA PARTE
AGORA VALCIÃN SÓ PODE TER VINDO DE MARTE.
Autor:
Valciãn
domingo, 25 de outubro de 2009
ELA
Entrou no carro.Com a mesma satisfação dos dias anteriores.
Olhou para ele com um olhar que parecia querer penetrar-lhe a alma.
Olhos quentes.
Qualquer lugar lhe serviria.
Uma lanchonete, um restaurante de luxo.
Onde ele a quisesse levar.
Afinal de contas ele era mais um que lhe convidava para sair.
Pela conversa no bar pôde prever suas intenções.
Qualquer mulher no auge de sua dissimulação diria “as piores possíveis”.
Entretanto era a que todas sempre desejavam, e quanto mais cafajeste, mais interessante se tornava.
Acabaram em um quarto qualquer.
Meia luz, roupas pelo chão e respiração ofegante.
Nessas horas, gostava de fazer muitas coisas.
Depois de tudo ele estava exausto.
Deitou-se.
Pronto.
Então já havia chegado o momento certo de agir.
Ainda despida. Sutilmente apanhou algo na bolsa.
Uma arma, cuja penumbra impossibilitava de ser vista.
O frio do aço em suas mãos fazia acelerar seus batimentos.
Os olhos agora expressavam doçura.
Ele ainda exausto, nem conseguia reparar na suavidade de seus movimentos.
Movimentos pausados.
De repente o estrondo do tiro.
Logo após um riso suave.
Agora sim, um vasto prazer mórbido invadia o seu corpo. Todo ele.
Vestiu-se com calma, olhando fixamente para aquele corpo sem vida em sua frente.
Acendeu um cigarro.
Desceu as escadas lentamente, como se saboreasse cada passo.
Na rua já podia ver o raiar do dia.
Olhos frios.
A vida pode ser algo banal.
Fernanda Paz
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Tempos derivados

Queria que meu coração
Funcionasse no modo indicativo
Pois teria certezas
Do que quero, do que faço, do que posso
E não no modo subjuntivo
Cheio de dúvidas e contando nos dedos
As possibilidades de erros e acertos
Queria que meu coração
Fosse lotado de certezas
E não no modo imperativo
Recebendo ordens, implorando conselhos
E desejando você.
Funcionasse no modo indicativo
Pois teria certezas
Do que quero, do que faço, do que posso
E não no modo subjuntivo
Cheio de dúvidas e contando nos dedos
As possibilidades de erros e acertos
Queria que meu coração
Fosse lotado de certezas
E não no modo imperativo
Recebendo ordens, implorando conselhos
E desejando você.
domingo, 18 de outubro de 2009
Apreço

E em tão pouco tempo
Já tens um lugar em mim
Que já anda pequeno
Para o meu sentimento por ti
Me cativou tão de repente
Te olhar de longe já é o bastante
E quando sorri
Sentir por um instante a felicidade em mim.
Já tens um lugar em mim
Que já anda pequeno
Para o meu sentimento por ti
Me cativou tão de repente
Te olhar de longe já é o bastante
E quando sorri
Sentir por um instante a felicidade em mim.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Sem você
![[manhã.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5M2TsHfJrL2_wlQjIqDcZlZ12XCSc-5gFI-JRMkWlMzHRnQGmih_bDO9ItHkvWj2e_z6heVQQVeYdMGR6lwSa1uvGuiPA2hZz342hVV2Nij7m8aBiqt5CXH0Gqbi3nEMALeRGhY8giA/s1600/manh%C3%A3.jpg)
E sem um abraço teu pela manhã
É inútil o resto do meu dia
Porque tudo fica sem cor
E sem a tua voz pra me guiar
É inútil o resto do caminho
Porque tudo fica confuso
E sem o teu sorriso pra me alegrar
É inútil o resto da minha vida
Porque tudo fica sem sentido.
É inútil o resto do meu dia
Porque tudo fica sem cor
E sem a tua voz pra me guiar
É inútil o resto do caminho
Porque tudo fica confuso
E sem o teu sorriso pra me alegrar
É inútil o resto da minha vida
Porque tudo fica sem sentido.
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