segunda-feira, 29 de outubro de 2012



O mundo quer a sua revolta
E é preciso não colaborar com essa violência.
Deus, o mundo quer a sua volta,
Mas se divide entre a fé a e a ciência.

E eu desisti de ouvir todas as bandas do mundo,
Eu desisti de ler todos os livros do mundo,
Eu desisti de ver todos os filmes do mundo
Depois que conheci o Amor.

Sim, não passa de uma alienação,
Mas eu me alieno de coração aberto
Com a cara e a consciência limpa
Para fazer deste erro o mais certo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"Sá Menina"

Sai ela toda faceira
Como quem nada queira
Brincando de ser feliz
E de fato sendo

Sem eira nem beira
Desce a ladeira
Ao fim da qual
Vai se tornar lavadeira

Topa numa pedra
Mas de longe avista Pedro
Que sem cerimônia
Tasca-lhe um beijo

Descendo a rua da ladeira
"Sá Menina" vai pra vida
Como quem nada queira
Só quer viver a arte que a vida imita!!

Por Carol Moreno 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Tratado sobre a ansiedade e o amor




Espinho amar espezinhar
Amor à flor da pele
Espinhos e flores
Escuros e cores

Não há espaço no amor
Para a terrível dialética
Estupre-me suavemente
Beije-me violentamente

Não, não me venha com o neutro
De cima do muro
O beijo é morno
Dá-me um tapa que perdoo

Amor montanha russa, não carrossel
Não interessa o que tu não fez
O que não alimenta a paixão
Separa-nos de uma vez





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domingo, 7 de outubro de 2012

Faço de Conta



Faço de conta
Que lhe tenho aqui...
Tal mentira conforta
Desando a repetir
Eu até sonho
E tenho planos
Mas o fracasso enfadonho
Cansa com os anos...
Faço de conta
Que está bem assim
Mas minha fé não aponta
Um começo no fim
Fico a deriva
Agarrado a culpa
Preso ao óbvio
De outra desculpa
Rindo no pranto
Faço de conta
Que o meu canto
Me reconforta...
Faço de conta
Que você volta
Ainda que tome
Uma outra rota...

sábado, 29 de setembro de 2012

Na Contramão no Maranhão


  1. Caminhos Distantes, caminho avante.
  2. Se no caso da estrada torta,
  3. uma garrafa de álcool e um pôr-do-sol  elegante.
  4. Não vou chorar na areia, nem pisar na água límpida
  5.  que surge na montanha.]
  6. Vou!
  7.  ..............................
  8.  Lembrando aos risos de sua linda dança.
  9. As texturas me colocarão acima, as pastagens, o clarão.
  10. O animal andarilho, vou adotar meu coração
  11. Pra toda vida. Que lambança.
  12.  .............
  13. Quero uma fruta molhada, uma manga, uma goiaba
  14. Não deixarei a minh’alma abandonada.
  15. Mesmo que cada fim de dia uma lágrima surja desamparada.
  16.  ...................................


  17. Nícolas

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Entre os Olhos



Um mês.
E já foram tantos os sorrisos
Os abraços
Os beijos
E tantos carinhos já trocados.

Um mês.
E já nos conhecíamos há tanto mais tempo...
Mas este momento é nosso, e apenas nosso.

Um mês. E eu que nem lembrava de datas...
Agora fico de olhos marejados
Ao lembrar de simples momentos.

E são por ti os sorrisos que dou logo ao acordar
É por ti que sorrio mesmo nas horas mais difíceis
E é do teu abraço que me lembro
quando o medo e a angústia vem me visitar

E é contigo
E apenas contigo
Que sinto não precisar palavra
É contigo que minha timidez se faz menor
E posso conversar com teus olhos

Dizer-te que te amo apenas com um olhar.

Mayara Valença.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Elo



Entrelaça tua mão na minha
E jamais deixarei-te
Andar sozinha.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ainda tem tanta coisa pra ser dita
Tanta coisa, amor, que você não acredita
Que eu possa mudar tocando
Enquanto eu puder gritar
E alguém quiser ouvir
Eu vou incomodar
Os que não estão aqui
Mas mandaram suas convenções fazer presença
Os que usam a lei como sentença
Querem apenas obediência
Por isso às vezes cansado de penitência
A gente reage com total violência
Perdendo a cabeça
Perdendo a razão
Acreditando não ser essa a situação
Que Deus nos deu pra viver
Sem ter onde morar
Ou que vestir
Sem ter com quem contar
E nada ter pra dividir
Além da esperança infinita
No tempo melhor que há de vir
Então por que não acredita?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Tão Sozinho


És corpo estranho
Em si mesmo
Puro ranho
Em frente ao espelho
E o teu íntimo
Arromba tua porta
Arranca-lhe acalma
Rompendo tua aorta
E Então?
Tão sozinho
Tão menino
Tão franzino...
Sobre a cama
Não há resposta
As entranhas de tua alma
Perecem expostas
Corpo retalhado
Dissolvido em medo
Jaz finado
E ainda é cedo
Não!
Tão sozinho!
Tão estranho!
Sem um sonho!

domingo, 26 de agosto de 2012

Solstício



Findam-se os versos de abandono
e solidão
O antigo cinza dos dias
Agora é o verde dos olhos

Já faz verão.