E começa uma valsa
Suave a tocar
Teu rosto risonho
Estou a admirar
No baile da vida
Estais a bailar
Qual estrela perfeita
No céu a brilhar
Mas de repente
Ouve-se um gemido no ar:
O som estridente
Do Tango a tocar
Uma taça de tinto
E um vestido escarlate
O batom cor de sangue...
Meu peito por ti arde
Da valsa inocente
Ao Tango Fatal
O baile continua
Num som colossal
Um brinde a vida!
Um brinde a Morte!
Venha a última dança:
O Tango da Morte!
Britto
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Poeminha (Pó em mim ,ah!)
A chuva limpa cai.
Cai limpa
E limpa tudo
Limpa o mundo e limpa o fundo
Leva a sujeira pra dentro do chão
Como menina traquina que esconde a poeira debaixo do tapete
Pra acabar logo e ir brincar
Dizendo 'mamãe ,já terminei minha missão' !
Cai limpa
E limpa tudo
Limpa o mundo e limpa o fundo
Leva a sujeira pra dentro do chão
Como menina traquina que esconde a poeira debaixo do tapete
Pra acabar logo e ir brincar
Dizendo 'mamãe ,já terminei minha missão' !
Uuuuaaaghhhh!
Um poeta angustiado
É como ânsia de vômito
Sente-se um enjôo terrível
Mas não põe nada pra fora
E quando finalmente sai, vai rasgando tudo
Deixa um gosto amargo na boca e a garganta ardendo.
Autor:
Evelin
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Você tem medo,
Não é só isso,
Tem desejo
E se reprime.
Não é de hoje
Que te observo,
Você sabe do seu crime.
E tanto faz,
Faz bom tempo
Depois que um tempo bom
Chegou pra mim
E posso dizer,
Tenho é certeza
"Deus não é tão mal assim",
O amor as vezes dói sim,
Mas é só uns tiquin,
Depois passa rapidão.
Não é só isso,
Tem desejo
E se reprime.
Não é de hoje
Que te observo,
Você sabe do seu crime.
E tanto faz,
Faz bom tempo
Depois que um tempo bom
Chegou pra mim
E posso dizer,
Tenho é certeza
"Deus não é tão mal assim",
O amor as vezes dói sim,
Mas é só uns tiquin,
Depois passa rapidão.
Cigarro (Mundo gira)
Cigarro mata garoto
Meu pai me dizia
E eu fumava outro
Com aquele whisky
Falsificado
E no fim da noite
Começo do dia
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
O mundo e mais real
Mais surreal
E coisas ficar mais fácil
De se entender...
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
Translação ou rotação
Como tudo é fácil
De se escolher
Fecho os olhos e escolho...
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
No fim da noite começo do dia
No fim da noite começo do dia
No fim da noite começo do dia
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
Meu pai me dizia
E eu fumava outro
Com aquele whisky
Falsificado
E no fim da noite
Começo do dia
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
O mundo e mais real
Mais surreal
E coisas ficar mais fácil
De se entender...
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
Translação ou rotação
Como tudo é fácil
De se escolher
Fecho os olhos e escolho...
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
No fim da noite começo do dia
No fim da noite começo do dia
No fim da noite começo do dia
Mundo gira...
Mundo gira...
Mundo gira...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O que há de concreto
Foi o dia que passou:
Preenchido, corrido, cheio de nada.
É a hora que passa:
Olho para o teto, suspiro... Mais uma hora despediçada.
Séra a folha escrita:
Branca, humilde e calada.
Preenchido, corrido, cheio de nada.
É a hora que passa:
Olho para o teto, suspiro... Mais uma hora despediçada.
Séra a folha escrita:
Branca, humilde e calada.
Mas me responda só uma coisa,
Quando você pensa em sumir
A morte é o caminho mais certo
Ou você tem para onde ir?
E você desaparecendo
O que é que vai mudar?
A dúvida some,
Mas o erro vai ficar.
Quem sabe sua ausência ajude a entender
Porque dentro de casa não conseguia mais viver.
Você se queixa dos amigos
Ou da falta que eles lhe fazem,
Passa a tarde inteira comigo.
Sei que não queria estar me dizendo
Tudo o que já me confessou,
Mas tem horas que o povo enche o saco,
Quando vai ver já desabafou.
Por que não se discute uma tema como suicídio?
Conheci vários casos nas rodinhas de amigos.
Por que não se debate temas como suicídio?
Preferem contar mortos em antigos genocídios.
Quando você pensa em sumir
A morte é o caminho mais certo
Ou você tem para onde ir?
E você desaparecendo
O que é que vai mudar?
A dúvida some,
Mas o erro vai ficar.
Quem sabe sua ausência ajude a entender
Porque dentro de casa não conseguia mais viver.
Você se queixa dos amigos
Ou da falta que eles lhe fazem,
Passa a tarde inteira comigo.
Sei que não queria estar me dizendo
Tudo o que já me confessou,
Mas tem horas que o povo enche o saco,
Quando vai ver já desabafou.
Por que não se discute uma tema como suicídio?
Conheci vários casos nas rodinhas de amigos.
Por que não se debate temas como suicídio?
Preferem contar mortos em antigos genocídios.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Alvorada
Na Alvorada do meu coração
Você me deixou confuso
Sozinho com a Solidão
Na Alvorada do meu Coração
Meu mundo despencou
Com a frieza da Aflição
Na Alvorada do Meu Coração
Não tenho mais mundo
Estou em Abstenção
Na Alvorada do Meu Coração
Está tudo Vazio
É tudo Emoção...
[Britto]
Você me deixou confuso
Sozinho com a Solidão
Na Alvorada do meu Coração
Meu mundo despencou
Com a frieza da Aflição
Na Alvorada do Meu Coração
Não tenho mais mundo
Estou em Abstenção
Na Alvorada do Meu Coração
Está tudo Vazio
É tudo Emoção...
[Britto]
Autor:
Britto
Basta você existir
No silêncio da noite
Eu fico a te imaginar
Como será você?
Onde você está?
Sei que você é perfeito
Sei que você é real
Sei que você é mais belo
Que o nascer do sol matinal
Venha para mim
Meu sonho ideal
Não me deixe a esperar
Na minha busca surreal
E quando você vier
Não vou deixá-lo partir
Irei encher-lhe de amor
...Basta você existir...
[Britto]
Eu fico a te imaginar
Como será você?
Onde você está?
Sei que você é perfeito
Sei que você é real
Sei que você é mais belo
Que o nascer do sol matinal
Venha para mim
Meu sonho ideal
Não me deixe a esperar
Na minha busca surreal
E quando você vier
Não vou deixá-lo partir
Irei encher-lhe de amor
...Basta você existir...
[Britto]
domingo, 1 de maio de 2011
Póstuma ausência
Falta aquele sorriso do retratoque prometi que você teria
este, que meus lábios, e um pouco de ousadia
beijariam num gesto sem recato;
Faltam, inda, seus dedos inexatos
rascunhando com certa teimosia
em minha pele, indecência e fantasia
e sua língua fazendo artesanato;
Também faltam talher, e copo, e prato
mas pra que disso eu precisaria
se já tenho as mãos, olhar, olfato?
Sobra ar, mas confesso que eu queria
que o ar me faltasse todo dia
se tua boca tomasse-me de assalto...
[Gil Costa]
Autor:
Gil
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