quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

HE


Ela o viu pela primeira vez
achou de não imaginar um mundo pros dois
Seu sorriso, uma ofensa não notá-lo...
Seu jeitinho meigo que a confortava!!!!

E o tempo, depois de muito insistir a fez confersar-se
o que parecia não querer enxergar...
E derrepente criou-lhe uma necessidade de o ver todos os dias.
Com apenas um acenar de mãos ela se contentava...
Julgando aquilo caso sem possibilidades firmes...

A não consumação dese sentimento,
as várias pessoas que pela sua vida passaram
a permitiram viver outras paixões
e buscar o que já perto de si havia
mais não era dela!

Após todo o clarão e toda névoa,
ele resurge
justo pra confudir a cabeça dela
e parece que o sentimento a invadiu
e agora tem chances de se tornar real.

Quer que seja quão distante estejam
os pensamentos dela viajam com ele
e procuram uma saída,
mesmo que não seja a certa,
mas a que os fará felizes!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Amor Ocidental


Distante do mar você vai buscar
Novos ares de amor que aqui não há
Navegam vozes e sonhos se vão
Despir minha doce, nobre paixão!


Ninguém te garante um novo porvir
O que dirá minha sorte bandida
Presa por promessas feitas a ti
Amor ocidental... A dor palpita


Dentre todos os olhares o teu
Minucioso e perdido não irei achar
Somente as flores para te amar


Você não precisa de tantas pistas
Para achar um louco amor que desista
De encontrar erros... Só queremos vida!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Viver é um dom!Mas saber viver
é tentar,sem medo de fracassar...
, pois errar é sinônimo de aprender...
Aprender que é possível ser feliz
em meio a tantas contradições
carregada por nossas ações
pois ás vezes sem intenção agimaos sem pensar...
Mas pensar pra agir..
é viver progamado,
sem sentir o gosto do irreverente,
do presente...
(continua...)

domingo, 28 de dezembro de 2008

DIMENSÕES


As crianças, mesmo que não saibam
Da fugacidade da vida
Brincam e se divertem o tempo inteiro

Os adultos, cientes da tal fugacidade
Trabalham e reclamam como autômatos...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

FRUTA PODRE


Estes últimos dias foram tristes
Tristes, secos, enfadonhos
Até a poesia me abandonou...
Pois mesmo em profundo tédio
Nada tenho escrito.

Não tenho mais grandes inspirações
Nem emoções nem cores
A vida agora é nada
E sinto-me apodrecer dia após dia

Nem mesmo a grande lua cheia amarela
Que nestes dias despontou no céu
Foi capaz de dizer-me alguma coisa
Estava bela, mas apenas bela...

Talvez esteja mesmo apodrecendo
Como uma fruta caída no chão
Feio por fora e horrível por dentro
Indigerível vazio...

VIDA PEQUENA


Querem-me burguês padrão
Macho estereotipado
Capitalista-gelo

Querem-me seco, podre
Sujo e entregue a crueldades
Querem-me sem mente

Querem-me religioso
Rezando por seus deuses
Pagando para ser salvo...

Querem-me igual, banal
Ignorante ludibriado
Festejando o pão e o circo...

TARDE VAZIA


Dedico-me à escrita de versos sem viço
Sem perfume e cor
Numa tarde vazia

Só tenho lembranças
E uma mente inquieta
Ninguém mais por perto

Só tenho a mim mesmo
Por isso nada tenho
E escrevo vazio
Numa tarde vazia.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

VIOLÕES

Violão Roubado

Pobre violão roubado
Tirado de mim às escuras
Onde estarás? Em que mãos?
Talvez possam tocar-te hoje
Bem melhor do que eu tocava...

Podes estar esquecido
Abandonado em um canto
Sem produzir nenhum som...

Seria este o pior destino
Pior que ainda estar aqui
Pois minhas mãos ficaram hábeis
Já poderiam dedilhar-te
Pobre violão roubado
Fostes criado para arte!

Novo Violão

Ganhei outro violão
Com este aprendi a tocar
As mais belas melodias
Que se podem imaginar

Acordes, músicas tantas
Brasileiras e estrangeiras
A cada dia aprendo mais
As mãos ficam mais ligeiras

Ainda há muito a aprender
Sei que longo é o caminho
Da bela arte do som
Mas talvez eu tenha o dom...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Seja você

Dias e mais dias já se passaram
E você continua fingindo que não percebeu;
Vive se escondendo por trás dessa velha máscara
Enganando-se em sentimentos que ninguém nunca te deu.

Pare um pouco e pense:
'' Foi isso mesmo que eu sempre quis? ''
Se for sim, continue com seu papel de atriz;
Se for não, mude e viva sem nenhum peso na mente.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O QUARTO


Fico vagando em meio a um quarto
Pequeno
Nestas horas observo tudo
Todas as pequenas coisas
Todas tem outro sentido
Outra face a me mostrar

Livros na estante
Roupas jogadas no chão
Tudo me observa
Como fugir dos olhares?

Há poesia até num canto com poeira
Companheira solidão...