domingo, 20 de março de 2011

Todos riem lá fora
E no meu quarto
Meu coração implora.

Eu quero viver,
Eu quero fugir,
Eu quero paz,
Eu quero andar,
Eu quero amar,
Eu quero dançar,
Eu quero transar,
Eu quero beber,
Eu quero chorar,
Eu quero xingar,
Eu quero morar com você,
Eu quero chorar
Eu quero fazer tudo que Eu Quero
E muito mais...


Autor(a)- -Bem

sexta-feira, 11 de março de 2011

Não faça dos nossos sonhos uma coisa absurda,
Não use meus argumentos contra mim.
Você não tem a minha experiência,
Não entende de religião ou ciência.

Você nunca viveu a ilusão como eu,
Você nunca sentiu um amor como o meu.
Pode se fazer de louca desentendida,
Quebrar a cara sem estar arrependida.

Diga o que disser eu não queria dizer
Que posso não ter chorado, mas eu avisei você.
Do que adianta qualquer coisa agora,
A tua vergonha te faz ir embora.

Eu fico apenas para cumprir meu papel
De homem traído e ainda fiel.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Terça do Carnaval.

Oxente, Poeta
Que doença te acomete
Que não escreve nem um lá?
-É que minha poesia foge
Vai mexer bumbum no samba
Sua melhor máscara põe
E sai a beijar seus mil foliões.
Ah, mas ela volta!
Desbotada e cinza numa quarta-feira
Sem pulmões, com meio-fígado,
-Ressaca de Amor, das piores!
Mas ela volta, vivinha.

quinta-feira, 3 de março de 2011

AUSÊNCIA



Madrugada, velha companheira
Novas repetidas noites solitárias
Não há tristeza, nem vazio
Mas falta poesia
A poesia que encontrei nos olhos dela...

terça-feira, 1 de março de 2011

Sessão da Tarde


Ontem a tarde chovia.
Eu largado no sofá às cinco.
Via uma chuva linda, dramática.
Reparava um ambiente frio, sem contrastes, castigado.
A toalha esquecida sobre a cadeira solitária, na área.

Esperava não sei o quê. Talvez um quê a mais.
Sabia do meu estado sonolento e ressacado.
Curti o momento sem ninguém por perto.
O relógio chegava perto das seis.

E mais chuva, mais benção.
O dia se tornou curto e previsível, pra não variar.
Era fácil encostar pra dormir.
Não havia claridade. A samambaia pendia para baixo e ganhava o seu dia.
Era uma visão muito tranquila para um dia normal.

Me vieram pensamentos sobre inspiração e ócio.
Tratei de salvar informações e fiquei quieto.
Voltei o olhar para a TV, involuntariamente, depois de um ruído.
Já era hora de tomar um banho congelante.
Acordar de vez, ou não.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Morena Theresina


Pois morena
Quando espalhas teu corpo
Lindo, doce, frondoso
Pelo chão de Theresina
O sol refletido em tua cintura fina
Mais parece um espelho, mágico, grandioso.
E lá mesmo vejo escrita minha sina.
E quando te vejo sentada
Com teus pés afundando n’água
Sob balançar do Parnaíba ou do Poti
Olho de cima da mais alta arvore.
Pra ver teu rosto na água refletir
Não me importa o quanto posso demorar
A espera vale só em ver teu sorrir.
Oh morena mais bonita que o sol
Quisera eu ter coragem de falar
Quando lê estes versos e se quiser me encontrar
Juro. Não terei vergonha de me mostrar.
Vou ver todos os dias o encontro do Parnaíba e do Poti
Sonhando que um dia esteja também lá.
Não pra vê-los, mas para me encontrar.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Como uma prensa

Mesmo longe
Não tendo teu corpo no meu
Mesmo frio
Não aquecendo, nem tu nem eu.

Eu espero, sem presa.
Pois sei, e como sei.

Que quando perto
A mola prensada explodi feito vulcão
O amor guardado
Se mostra a cala limpa, ao arder da paixão.

E por isso eu espero
Sem presa.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O ar condicionado congelou
A chuva findou
E eu aqui mergulhado em biscoitos negros
e conhecendo a vida de um moleque.

Ei, você aí! Volte aqui
E me diga o que sente.
Amanhã saímos pra se divertir.

A lua não vi
Nem as estrelas contei.
Só resta agora ouvir o que a noite deseja.

Hey, you
Don't tell me there's no hope at all.
Minta o quanto puder
Sirva os seus convidados especias;

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sombra preta nos olhos pra segurar as lágrimas
Batom vermelho nos lábios pra sustentar o sorriso
Pés no salto alto pra garantir o rebolado
Vestido colado pra ‘peitar’ tudo que vier pela frente

E dentro do corpo um sufoco abafado
Uma agonia ruim

Mas não relaxa Maria!

Engole o choro!
Mostra os dentes!
Caminha pra frente!
PEITA O MUNDO Maria!
Que ele é só uma bola girando na grande roda do Universo...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Todo esse Consumo Exibicionista,
Escândalo pra dar capa de revista,
A idiota alegria do pseudo artista...

Mas não dê bola não
Que isso não é legal
E além do mais é pra vender Jornal, jornal, jornal.
É pra vender jornal, jornal,jornal.